Ela tem 51 anos.
-Usualmente me acorda pela manhã com Heavy Metal tocando alto
-Ou com tiros. De Tomb Raider ou Resident Evil, vindos do video game
-É viciada em filmes do Harry Potter
-Me obriga (no sentido real da palavra) a baixar LOST pra ela.
-Quando minha madrinha que mora em outra cidade vinha pra cá de férias, elas passavam a tarde jogando Super Mario ou Donkey Kong.
-Me massacrava no Street Fighter II
-Ela sabe resolver um cubo mágico.
-Comprou uma coleção de livros de HP
-Já foi viciada em XWP. Antes de mim.
-Acha a Gabrielle "a coisa mais fofa do mundo".
-É viciada em joguinhos em Flash
-Disputávamos o pc frequentemente antes de eu comprar o meu. Eu precisava usar a internet.Ela precisava jogar Tomb Raider.
-Assistia desenhos do batman e homem aranha.
-Ela e minha melhor amiga passavam horas tentando resolver fases de Tomb Raider (enquanto eu esperava pra usar o pc)
-Não torce pra time específico nenhum, mas sempre que tem jogo assiste até o fim, chama o juiz de ladrão FDP, e se duvidar sabe mais das regras do que meu pai.
to be continued.
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Adolescência...
Ginasião
Cinema
Barraquinhas
München
Frente da casa
Cachoeiras
Tibagi
"Lá em cima"
Hanson
Viagens com a escola
Férias em PG
Volley
Handball
ICQ
Tardes jogando Tomb Raider
Tardes jogando Age
Limonada
Evanescence
Correr por plantações de milho
Fitas VHS
Tatu
Pipoca com Chocolate
Mesinhas da escola
Noites assistindo CSI
Noites assistindo Monk
Tardes assistindo Xena com a Bruna
Foruns de discussão
Gelos de Nescau
Jogar xadrez na aula de ed. física
Gotinhas
Scars
Chat da Uol
Festivais de dança na escola
Ódio profundo da professora de educação física
Blogs
Nirvana
Cantar Bring me to life em dueto desafinadamente
Máscara de Gesso
Revista Capricho
Dormir à tarde
Eminem
Solidão
Pôsters de bandas
Verdade ou Desafio
Teatro
Assistir Jogo de Volley
Sessões de cinema em casa
Gramado da frente da escola
Passar de feliz a triste, de fraca a forte e se sentir capaz de poder fazer ou enfrentar qualquer coisa, por um tempo.
Cinema
Barraquinhas
München
Frente da casa
Cachoeiras
Tibagi
"Lá em cima"
Hanson
Viagens com a escola
Férias em PG
Volley
Handball
ICQ
Tardes jogando Tomb Raider
Tardes jogando Age
Limonada
Evanescence
Correr por plantações de milho
Fitas VHS
Tatu
Pipoca com Chocolate
Mesinhas da escola
Noites assistindo CSI
Noites assistindo Monk
Tardes assistindo Xena com a Bruna
Foruns de discussão
Gelos de Nescau
Jogar xadrez na aula de ed. física
Gotinhas
Scars
Chat da Uol
Festivais de dança na escola
Ódio profundo da professora de educação física
Blogs
Nirvana
Cantar Bring me to life em dueto desafinadamente
Máscara de Gesso
Revista Capricho
Dormir à tarde
Eminem
Solidão
Pôsters de bandas
Verdade ou Desafio
Teatro
Assistir Jogo de Volley
Sessões de cinema em casa
Gramado da frente da escola
Passar de feliz a triste, de fraca a forte e se sentir capaz de poder fazer ou enfrentar qualquer coisa, por um tempo.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Infância
Vaso de barro
Cantigas de ninar em polonês
Sofá vermelho
Balanço
Parquinho
Sino de Igreja
Sorveteria
Sorvete de morango com poupa.
Supermercado "Pague Menos"
Danoninho
Coelhinho branco de borracha
Cavalinho Amarelo de borracha
Peixe rosa de borracha
Urso Azul
Urso rosa
Boneca que chorava
Yakut
Mesa Azul
Desenho do Boizão
Laranja Lima
Anel perdido na grama
Ameixas
Chocolate branco com passas
Luzes da cidade
Praça de PG.
Luzes de Natal
Jardins com decoração de Natal
Prateleira de brinquedos no supermercado
Mulher de olhos azuis do supermercado
Placa escrito Kaseig
Xícaras marrons duralex
Acordar cedo domingo
Piscina
Copos de vidro com Mônica e Cebolinha em Relevo
Caixa azul
Caixa de brinquedos
Bonecas
Paquita
Eliana
Livro "Uma História Por Dia"
Música eletrônica dos anos 80
Corda verde
Areia
Cesta de Basquete
Urso amarelo com uma pipa
Barracas
Coca cola de Natal
Pistola da água
Caixa de madeira
Super Nintendo
Campeonato de Super Mario com Prima, Mãe e Madrinha
Donkey Kong
Caixa verde
Bananeira
Parreiras
Estufa
Violetas
Orquídeas
Rosas da Vó
Azulejo com flores
Caixa verde-azulada dos pesadelos.
Lagoazinha
Peixes
Mapas do Tesouro
Amigos Imaginários
Flores rosas
Flores brancas com cheiro bom
Pitangas
Amorinhas
Subir em Árvores
Galinhas
Coelhos
Peixes
Codornas
Hamster
Tênis
Andar de bicicleta
Sair no domingo à pé com o pai
Cachoeiras
Fotos
Aniversários com toda família reunida.
Janta/Almoço na casa do Vô.
Tios parando aqui por uma semana
Casa da vó.
Janta/Almoço na casa da Vó.
Prima posando aqui por uma semana
Viagens pra PG.
Acordar cedo e jogar video game com a madrinha
Shopping Omni
Shopping Total
Viagens relâmpago pra cidades vizinhas
Viagens pro interior com o pai e mãe
comercial dos mamíferos da parmalat
Bolinha de espuma da Coca
Ioiô da coca
Pica Pau
Pernalonga
Desenhos da Disney
Desfiles Cívicos com a escola
Canários
Pássaros se esgoelando na jabuticabeira
Bola colorida
Boneco de pano
Pac Man
Caveman
Tetris
Mãe assistindo Xena/Hercules religiosamente nas noites de quarta e manhãs de domingo.
Tentativas frustradas de pipa
Ingázeiro da rua
"Lá em cima"
Frisbe
Mesa verde
Copa do Mundo 94
Alcolchoado laranja
Pano de prato laranja
Balanço do parque
Carrossel
Carrosel novela
"Bolinha"
Caranguejos
Flor Rosa
Passeios de manhã de domingo
Vida sem computadores
Ler gibi até cair no sono
Acordar cedo no domingo pra ver Globo Rural com os pais
Dormir no sofá com a cabeça no colo da mãe coberta pelo cobertor xadrez
Chegar da escola atravessar a casa correndo pra encontrar a mãe nos fundos
Sair com a mãe fazer compras
Músicas mexicanas
Figurinhas de Chiclete
Power Rangers
Chocolate Surpresa
Canetinhas coloridas
Livro do Rei Leão
Almanaques Seleções
Brincar de Power Ranger
Jogar Volley até a exaustão
Ser feliz e não saber que isso um dia acaba.
Cantigas de ninar em polonês
Sofá vermelho
Balanço
Parquinho
Sino de Igreja
Sorveteria
Sorvete de morango com poupa.
Supermercado "Pague Menos"
Danoninho
Coelhinho branco de borracha
Cavalinho Amarelo de borracha
Peixe rosa de borracha
Urso Azul
Urso rosa
Boneca que chorava
Yakut
Mesa Azul
Desenho do Boizão
Laranja Lima
Anel perdido na grama
Ameixas
Chocolate branco com passas
Luzes da cidade
Praça de PG.
Luzes de Natal
Jardins com decoração de Natal
Prateleira de brinquedos no supermercado
Mulher de olhos azuis do supermercado
Placa escrito Kaseig
Xícaras marrons duralex
Acordar cedo domingo
Piscina
Copos de vidro com Mônica e Cebolinha em Relevo
Caixa azul
Caixa de brinquedos
Bonecas
Paquita
Eliana
Livro "Uma História Por Dia"
Música eletrônica dos anos 80
Corda verde
Areia
Cesta de Basquete
Urso amarelo com uma pipa
Barracas
Coca cola de Natal
Pistola da água
Caixa de madeira
Super Nintendo
Campeonato de Super Mario com Prima, Mãe e Madrinha
Donkey Kong
Caixa verde
Bananeira
Parreiras
Estufa
Violetas
Orquídeas
Rosas da Vó
Azulejo com flores
Caixa verde-azulada dos pesadelos.
Lagoazinha
Peixes
Mapas do Tesouro
Amigos Imaginários
Flores rosas
Flores brancas com cheiro bom
Pitangas
Amorinhas
Subir em Árvores
Galinhas
Coelhos
Peixes
Codornas
Hamster
Tênis
Andar de bicicleta
Sair no domingo à pé com o pai
Cachoeiras
Fotos
Aniversários com toda família reunida.
Janta/Almoço na casa do Vô.
Tios parando aqui por uma semana
Casa da vó.
Janta/Almoço na casa da Vó.
Prima posando aqui por uma semana
Viagens pra PG.
Acordar cedo e jogar video game com a madrinha
Shopping Omni
Shopping Total
Viagens relâmpago pra cidades vizinhas
Viagens pro interior com o pai e mãe
comercial dos mamíferos da parmalat
Bolinha de espuma da Coca
Ioiô da coca
Pica Pau
Pernalonga
Desenhos da Disney
Desfiles Cívicos com a escola
Canários
Pássaros se esgoelando na jabuticabeira
Bola colorida
Boneco de pano
Pac Man
Caveman
Tetris
Mãe assistindo Xena/Hercules religiosamente nas noites de quarta e manhãs de domingo.
Tentativas frustradas de pipa
Ingázeiro da rua
"Lá em cima"
Frisbe
Mesa verde
Copa do Mundo 94
Alcolchoado laranja
Pano de prato laranja
Balanço do parque
Carrossel
Carrosel novela
"Bolinha"
Caranguejos
Flor Rosa
Passeios de manhã de domingo
Vida sem computadores
Ler gibi até cair no sono
Acordar cedo no domingo pra ver Globo Rural com os pais
Dormir no sofá com a cabeça no colo da mãe coberta pelo cobertor xadrez
Chegar da escola atravessar a casa correndo pra encontrar a mãe nos fundos
Sair com a mãe fazer compras
Músicas mexicanas
Figurinhas de Chiclete
Power Rangers
Chocolate Surpresa
Canetinhas coloridas
Livro do Rei Leão
Almanaques Seleções
Brincar de Power Ranger
Jogar Volley até a exaustão
Ser feliz e não saber que isso um dia acaba.
domingo, 5 de abril de 2009
The song of a damaged heart
I'm waiting for you to come home
You've gone away to fight your inner battles
You took a piece of my soul with you
I've been struggling against the pain, my heart is rebel
I refuse to forget what you meant.
I'm waiting for you to come home
I worked hard to learn what forgiveness mean
I had to get rid of all my pride
Because you're the most lovely soul I've ever seen
But I'm still suffering cause I can't be by your side
I'm waiting for you to come home
I wanna hold you in my arms for eternity
I wanna heal the wounds of your heart and the scars of your soul.
I want to show that all this nightmare is over...
But this damn emotional war keeps going on.
I'm waiting for you to come home
Please, come back to my life.
I promise I'll take care of you
I promise I will never make you cry
Please...take me out these shades of blue...
You've gone away to fight your inner battles
You took a piece of my soul with you
I've been struggling against the pain, my heart is rebel
I refuse to forget what you meant.
I'm waiting for you to come home
I worked hard to learn what forgiveness mean
I had to get rid of all my pride
Because you're the most lovely soul I've ever seen
But I'm still suffering cause I can't be by your side
I'm waiting for you to come home
I wanna hold you in my arms for eternity
I wanna heal the wounds of your heart and the scars of your soul.
I want to show that all this nightmare is over...
But this damn emotional war keeps going on.
I'm waiting for you to come home
Please, come back to my life.
I promise I'll take care of you
I promise I will never make you cry
Please...take me out these shades of blue...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A hipocrisia enquanto habitante de uma cidade pequena...
Moro numa cidade, cuja parte da força comercial vem da agricultura.A outra parte vem do turismo, mas ainda assim a agricultura se destaca.
Como consequência disso, MUITO da mata nativa, da mata ciliar, e de toda e qualquer mata que se fazia presente aqui, foi retirada pra dar lugar as porcarias das plantações de fumo e soja.
Claro, a soja é um produto alimentício, e, ao contrário do fumo, é justo que se plante. Mas pra que diabos é necessário derrubar a mata ciliar pra encher os campos de SOJA TRANSGÊNICA?
Mas não é pra falar disso que estou escrevendo. E já tenho consciência de que, se as pessoas da minha cidade lessem isso, uma porcentagem muito grande ia me jogar pedras.A questão é: E Daí?
O que me causa a revolta, foram dois fatos peculiares que observei nesses tempos.O primeiro deles:
Um carro com adesivo com os seguintes dizeres:
"Você se alimentou hoje? Agradeça ao produtor rural".
Quanta hipocrisia junta!
Por que supostamente eu deveria agradecer ao produtor - que por sinal está cortando a mata e poluindo os rios, mas isso é off - por eu ter me alimentado hoje?
Ele não fez mais do que o trabalho dele plantando e colhendo.Ele ganha dinheiro por isso.Ele não está fazendo doações dos produtos de sua colheita. Isso, é comércio.
Alguém já viu adesivos com o texto "Você já leu um livro hoje?Agradeça o professor", ou "Você já usou o telefone hoje? Agradeça ao técnico" ou ainda "Você já tomou água hoje?Agradeça ao agente sanitário".NINGUÉM VÊ ISSO!
Porque ser produtor rural viria a ser uma profissão mais louvável e digna do que qualquer outra?
E o segundo fato é, o rádio ligado na cozinha, eu mal escutando o jornal, mas de repente capto a seguinte frase "o jovem agricultor, essa pessoa sofrida que 'trabalha o dia inteiro e ainda vai estudar a noite'"
Bom, deixa eu contar uma novidade. 70% dos meus colegas de faculdade não trabalham em agricultura, MAS TRABALHAM O DIA INTEIRO E AINDA VÃO ESTUDAR A NOITE.EU trabalho o dia inteiro e vou estudar a noite!E nem por isso, eles, ou eu, estamos nos fazendo de vítima.
Chega desse protecionismo hipócrita. A sequência do discurso seria "Ah, mas vocês não pensam que o produtor rural trabalha o dia inteiro debaixo de sol".
Ah, poupe-me.Esse "workaholic" do campo encosta as ferramentas às quatro da tarde e vai pra casa tomar chimarrão. Não trabalha nos dias de chuva. Não trabalha em parte do ano ( a parte que intercala o plantio e a colheita). Esse "workaholic" do campo, vem para a cidade em carros novos - porque sim, eles ganham melhor que muita gente da cidade - e ficam sentado nos bares a tarde inteira se entupindo de cachaça e cerveja quente e mexendo com as mulheres que passam nessas ruas.
Eles trabalham debaixo do sol? Sim, assim como os pedreiros, como os técnicos de telefonia e eletricidade, como os agentes dos correios, como os agentes sanitários e os operários que recapam as estradas.E alguém já viu adesivos falando sobre agradecer essas profissões?Não, aposto que não.
O produtor rural é importante?Sem dúvidas, mas não merece mais louvores e agradecimentos do que qualquer profissão. E EU NÃO VOU AGRADECER PORCARIA NENHUMA,porque eu to pagando pelo arroz e feijão que eu como, e NINGUÉM me agradece o fato de eu ensinar um bando de crianças encapetadas que os pais não educam.E tenho dito.
Como consequência disso, MUITO da mata nativa, da mata ciliar, e de toda e qualquer mata que se fazia presente aqui, foi retirada pra dar lugar as porcarias das plantações de fumo e soja.
Claro, a soja é um produto alimentício, e, ao contrário do fumo, é justo que se plante. Mas pra que diabos é necessário derrubar a mata ciliar pra encher os campos de SOJA TRANSGÊNICA?
Mas não é pra falar disso que estou escrevendo. E já tenho consciência de que, se as pessoas da minha cidade lessem isso, uma porcentagem muito grande ia me jogar pedras.A questão é: E Daí?
O que me causa a revolta, foram dois fatos peculiares que observei nesses tempos.O primeiro deles:
Um carro com adesivo com os seguintes dizeres:
"Você se alimentou hoje? Agradeça ao produtor rural".
Quanta hipocrisia junta!
Por que supostamente eu deveria agradecer ao produtor - que por sinal está cortando a mata e poluindo os rios, mas isso é off - por eu ter me alimentado hoje?
Ele não fez mais do que o trabalho dele plantando e colhendo.Ele ganha dinheiro por isso.Ele não está fazendo doações dos produtos de sua colheita. Isso, é comércio.
Alguém já viu adesivos com o texto "Você já leu um livro hoje?Agradeça o professor", ou "Você já usou o telefone hoje? Agradeça ao técnico" ou ainda "Você já tomou água hoje?Agradeça ao agente sanitário".NINGUÉM VÊ ISSO!
Porque ser produtor rural viria a ser uma profissão mais louvável e digna do que qualquer outra?
E o segundo fato é, o rádio ligado na cozinha, eu mal escutando o jornal, mas de repente capto a seguinte frase "o jovem agricultor, essa pessoa sofrida que 'trabalha o dia inteiro e ainda vai estudar a noite'"
Bom, deixa eu contar uma novidade. 70% dos meus colegas de faculdade não trabalham em agricultura, MAS TRABALHAM O DIA INTEIRO E AINDA VÃO ESTUDAR A NOITE.EU trabalho o dia inteiro e vou estudar a noite!E nem por isso, eles, ou eu, estamos nos fazendo de vítima.
Chega desse protecionismo hipócrita. A sequência do discurso seria "Ah, mas vocês não pensam que o produtor rural trabalha o dia inteiro debaixo de sol".
Ah, poupe-me.Esse "workaholic" do campo encosta as ferramentas às quatro da tarde e vai pra casa tomar chimarrão. Não trabalha nos dias de chuva. Não trabalha em parte do ano ( a parte que intercala o plantio e a colheita). Esse "workaholic" do campo, vem para a cidade em carros novos - porque sim, eles ganham melhor que muita gente da cidade - e ficam sentado nos bares a tarde inteira se entupindo de cachaça e cerveja quente e mexendo com as mulheres que passam nessas ruas.
Eles trabalham debaixo do sol? Sim, assim como os pedreiros, como os técnicos de telefonia e eletricidade, como os agentes dos correios, como os agentes sanitários e os operários que recapam as estradas.E alguém já viu adesivos falando sobre agradecer essas profissões?Não, aposto que não.
O produtor rural é importante?Sem dúvidas, mas não merece mais louvores e agradecimentos do que qualquer profissão. E EU NÃO VOU AGRADECER PORCARIA NENHUMA,porque eu to pagando pelo arroz e feijão que eu como, e NINGUÉM me agradece o fato de eu ensinar um bando de crianças encapetadas que os pais não educam.E tenho dito.
domingo, 22 de março de 2009
As mudanças...eu costumava odiá-las
Eu nunca gostei muito de mudanças.Não quando as coisas estão bem.Eventualmente as mudanças acabam melhorando algumas situações, mas eu sempre me considerei inimiga da maioria delas.Entendo a necessidade de não se ficar congelado no tempo, mas isso não quer dizer que eu goste de todas as situações novas que ocorrem.
Pra que esse discurso todo sobre mudanças?
Bom, há uma "banda", que junto de Evanescence, junto de "Hanson", junto de "Foo Fighters" e outras bandinhas não tão aclamadas, marcou minha adolescência. Eu disse "há"? Deixem-me corrigir o verbo, o certo é "havia".
Por volta de 2002, enquanto na sétima série e com 13 anos, eu descobria o som de "Tatu". Não era uma "banda" de Rock como as outras que eu ouvia. sequer era uma banda, mas sim um duo. A primeira música que ouvi, um remix estranho, me fez achar a voz das moças irritante demais. Mal eu sabia que era apenas um remix. Tempos depois, ouvindo músicas originais, percebi a beleza daquelas vozes.Mas não era uma dupla normal.Era uma dupla russa, fato que me conquistou mais ainda, devido a exoticidade daquela língua, como um desafio ao mercado sonoro americano.O sotaque forte, a força fonética daquelas palavras.A voz suave de Lena Katina e os agudos de Yulia Volkova...A morena e a ruivinha envoltas em polêmicas constantes que de alguma forma contribuíram para firmar a dupla na mídia...Aquelas composições russas...estranhas...psicológicas.Psicodélicas.Eu estive "exposta" a isso dos 13 aos 20 anos.Com períodos de idas e voltas, é claro. Tatu era de certa forma sinônimo de polêmica. Mas eu não estava nem aí para a polêmica que envolvia a sexualidade das meninas...desde que eu continuasse podendo escutar os acordes de Ya Tvoya Ne Pervaja, 30 minut, Nas ne dogonjat e aquilo continuasse fazendo parte da trilha sonora da minha adolescência,
Era de praxe a cada pelo menos 6 mezes sairem escândalos sobre os 300 "namorados" que elas arrumavam, sobre o fim da dupla, a briga das integrantes, os problemas de saúde e gravidez de Yulia.A gravidez dela e o fato delas desmentirem o suposto envolvimento que tinham foi provavelmente a maior bomba do Tatuverse que os fãs presenciaram.A confirmação de que Yulia estava realmente grávida.E toda uma palhaçada mostrada num reality show que eu nunca assisti.
Parte dos fãs resistiram a isso.Alguns com muita luta.Outros porque simplesmente não se importavam. Estivesse eu em que parcela estivesse, eu continuava apreciando aquelas músicas.Eu continuava crescendo ao som daquelas músicas.Eram tantos tablóides que traziam como manchete o "FIM DE TATU" que isso se tornou algo mitológico. Sempre era mentira, e a mentira apareceu tantas vezes, que se tornou algo que parecia que nunca ia acontecer.Como o ragnarok que os nórdicos sempre esperaram mas nunca ocorreu.Mas aconteceu.Aconteceu nesse ano de 2009.
Verdade?Ao que parece sim.Mas difícil de acreditar.
Quatro anos atrás, Yulia e Lena estavam no Brasil promovendo Dangerous and Moving, que trazia um "novo Tatu" à mídia.Dando um chute no empresário polemizador, pai de Tatu "Ivan" e mudando de gravadora, as meninas vieram mais maduras, com vozes mais trabalhadas e músicas mais "pesadas".
Apesar do amadurecimento, havia o claro fato de que Tatu havia mudado, e deuses, por mais que muitos odiassem, Shapovalov fazia faltas ás vezes, principalmente na hora que os novos videoclipes eram lançados.Mas era necessária a mudança.Yulia e Lena não eram mais adolescentes inconsequentes com vozes finas. Elas nao podiam mais agir como adolescentes.Elas haviam crescido e nós fãs também.Dos 13 aos 15 anos, Tatu foi ao lado de Evanescence, meus artistas favoritos, dos quais eu acompanhava a maioria das notícias. Depois disso eu me distanciei, mas nunca deixei de escutar aquele pop de batidas eletrônicas e letras estranhas, mas tocantes.Eu amei a era Dangerous and Moving/Ludi Invalidi, mas eu lembrava com saudosismo dos agudos ensurdecedores de Yulia em Not Gonna Get Us.
Depois disso, como sempre, muita coisa aconteceu.Filhos, problemas, projetos.E os cds novos que nunca saíam.
Até que depois de muito atraso, no fim de 2008 sai o Happy Smiles e nós pensamos, "Yay, elas estão de volta!". Mas aí tinha o outro cd que não era lançado nunca....a versão em inglês.Todos desesperados.."Onde está o cd"?Chega 2009 e nada..."Será que nunca será lançado".Ansiedade.Desespero.Tão ironicamente quanto a capa, o que se via nos fãs não eram "Happy Smiles"...E então a bomba.O que parecia tão longe ( e ao mesmo tempo tão perto ) de acontecer. Tatu acabou."Como?!Não pode?!Tem que ser mais um boato do tabloideco do The Sun, esses filhos da mãe". Mas o The Sun não tinha culpa.Alguém tinha culpa?Elas..."cresceram". O Tatu de hoje, não era o Tatu que nos conquistou no começo dessa década, mas tinha tudo pra ficar sempre MELHOR.Ia completar 10 anos de carreira, dar na cara de muita gente que havia dito que era apenas uma duplinha qualquer de momento.Mas...the end has come.
"O sonho acabou".Essa frase, mais do que nunca tem um gosto amargo.
Fico triste em saber que finalmente o dia que pareceu nunca "chegar de verdade", chegou. Mas fico mais triste ainda por aqueles fãs, que acompanhavam tudo de perto, coisa que eu não fazia mais. Não teremos mais aquelas duas vozes se completando harmoniosamente num palco, mas "tudo que elas disseram, continuará passando por nossas cabeças".
Pra que esse discurso todo sobre mudanças?
Bom, há uma "banda", que junto de Evanescence, junto de "Hanson", junto de "Foo Fighters" e outras bandinhas não tão aclamadas, marcou minha adolescência. Eu disse "há"? Deixem-me corrigir o verbo, o certo é "havia".
Por volta de 2002, enquanto na sétima série e com 13 anos, eu descobria o som de "Tatu". Não era uma "banda" de Rock como as outras que eu ouvia. sequer era uma banda, mas sim um duo. A primeira música que ouvi, um remix estranho, me fez achar a voz das moças irritante demais. Mal eu sabia que era apenas um remix. Tempos depois, ouvindo músicas originais, percebi a beleza daquelas vozes.Mas não era uma dupla normal.Era uma dupla russa, fato que me conquistou mais ainda, devido a exoticidade daquela língua, como um desafio ao mercado sonoro americano.O sotaque forte, a força fonética daquelas palavras.A voz suave de Lena Katina e os agudos de Yulia Volkova...A morena e a ruivinha envoltas em polêmicas constantes que de alguma forma contribuíram para firmar a dupla na mídia...Aquelas composições russas...estranhas...psicológicas.Psicodélicas.Eu estive "exposta" a isso dos 13 aos 20 anos.Com períodos de idas e voltas, é claro. Tatu era de certa forma sinônimo de polêmica. Mas eu não estava nem aí para a polêmica que envolvia a sexualidade das meninas...desde que eu continuasse podendo escutar os acordes de Ya Tvoya Ne Pervaja, 30 minut, Nas ne dogonjat e aquilo continuasse fazendo parte da trilha sonora da minha adolescência,
Era de praxe a cada pelo menos 6 mezes sairem escândalos sobre os 300 "namorados" que elas arrumavam, sobre o fim da dupla, a briga das integrantes, os problemas de saúde e gravidez de Yulia.A gravidez dela e o fato delas desmentirem o suposto envolvimento que tinham foi provavelmente a maior bomba do Tatuverse que os fãs presenciaram.A confirmação de que Yulia estava realmente grávida.E toda uma palhaçada mostrada num reality show que eu nunca assisti.
Parte dos fãs resistiram a isso.Alguns com muita luta.Outros porque simplesmente não se importavam. Estivesse eu em que parcela estivesse, eu continuava apreciando aquelas músicas.Eu continuava crescendo ao som daquelas músicas.Eram tantos tablóides que traziam como manchete o "FIM DE TATU" que isso se tornou algo mitológico. Sempre era mentira, e a mentira apareceu tantas vezes, que se tornou algo que parecia que nunca ia acontecer.Como o ragnarok que os nórdicos sempre esperaram mas nunca ocorreu.Mas aconteceu.Aconteceu nesse ano de 2009.
Verdade?Ao que parece sim.Mas difícil de acreditar.
Quatro anos atrás, Yulia e Lena estavam no Brasil promovendo Dangerous and Moving, que trazia um "novo Tatu" à mídia.Dando um chute no empresário polemizador, pai de Tatu "Ivan" e mudando de gravadora, as meninas vieram mais maduras, com vozes mais trabalhadas e músicas mais "pesadas".
Apesar do amadurecimento, havia o claro fato de que Tatu havia mudado, e deuses, por mais que muitos odiassem, Shapovalov fazia faltas ás vezes, principalmente na hora que os novos videoclipes eram lançados.Mas era necessária a mudança.Yulia e Lena não eram mais adolescentes inconsequentes com vozes finas. Elas nao podiam mais agir como adolescentes.Elas haviam crescido e nós fãs também.Dos 13 aos 15 anos, Tatu foi ao lado de Evanescence, meus artistas favoritos, dos quais eu acompanhava a maioria das notícias. Depois disso eu me distanciei, mas nunca deixei de escutar aquele pop de batidas eletrônicas e letras estranhas, mas tocantes.Eu amei a era Dangerous and Moving/Ludi Invalidi, mas eu lembrava com saudosismo dos agudos ensurdecedores de Yulia em Not Gonna Get Us.
Depois disso, como sempre, muita coisa aconteceu.Filhos, problemas, projetos.E os cds novos que nunca saíam.
Até que depois de muito atraso, no fim de 2008 sai o Happy Smiles e nós pensamos, "Yay, elas estão de volta!". Mas aí tinha o outro cd que não era lançado nunca....a versão em inglês.Todos desesperados.."Onde está o cd"?Chega 2009 e nada..."Será que nunca será lançado".Ansiedade.Desespero.Tão ironicamente quanto a capa, o que se via nos fãs não eram "Happy Smiles"...E então a bomba.O que parecia tão longe ( e ao mesmo tempo tão perto ) de acontecer. Tatu acabou."Como?!Não pode?!Tem que ser mais um boato do tabloideco do The Sun, esses filhos da mãe". Mas o The Sun não tinha culpa.Alguém tinha culpa?Elas..."cresceram". O Tatu de hoje, não era o Tatu que nos conquistou no começo dessa década, mas tinha tudo pra ficar sempre MELHOR.Ia completar 10 anos de carreira, dar na cara de muita gente que havia dito que era apenas uma duplinha qualquer de momento.Mas...the end has come.
"O sonho acabou".Essa frase, mais do que nunca tem um gosto amargo.
Fico triste em saber que finalmente o dia que pareceu nunca "chegar de verdade", chegou. Mas fico mais triste ainda por aqueles fãs, que acompanhavam tudo de perto, coisa que eu não fazia mais. Não teremos mais aquelas duas vozes se completando harmoniosamente num palco, mas "tudo que elas disseram, continuará passando por nossas cabeças".
sábado, 21 de março de 2009
- Você não é do tipo que aceita a derrota, não é? Desde que te conheço você simplesmente vence em tudo, e como se não bastasse, com notas boas. Escola, vestibular, testes de proficiência, testes de suficiência, testes de direção... Queria ter essa garra,
-Eu acho que é a derrota que não me aceita.
Mas aquele grito e aquele aceno, mandando eu arrasar, fizeram a diferença. Friends...they help us to face the defeat and kick its butt.
-Eu acho que é a derrota que não me aceita.
Mas aquele grito e aquele aceno, mandando eu arrasar, fizeram a diferença. Friends...they help us to face the defeat and kick its butt.
segunda-feira, 16 de março de 2009
A Magia do Entardecer.
Alguns meses atrás eu estava assistindo um episódio de The L Word, onde a personagem Tasha, recém demitida da carreira militar estava sentada num sofá em completo silêncio e solidão, olhando para o nada. A personagem Alice chega em seguida e pergunta o que ela está fazendo.
-Estou sentindo como é as 6 da tarde.Eu sempre estava no batalhão essa hora.
A cena se dava na Los Angeles barulhenta, o sol se pondo, tingindo de alaranjado o ambiente externo em que elas estavam.
Banal, sem dúvidas. Mas essa cena de alguma forma me fez refletir, sobre quanto tempo fazia que EU não sentia o entardecer.E perceber isso, me trouxe uma certa tristeza...uma certa nostalgia...uma certa melancolia, por estar perdendo algo tão precioso.
O entardecer, o crepúsculo, é uma coisa linda. E você não precisa estar lá fora, sentado numa montanha - ou no banco de uma praça, se você for uma pessoa normal - vendo o sol se por para achar isso lindo.
Faça um teste.Um dia, entre 6 e 7 da tarde sente-se em silêncio.Feche os olhos, e escute os sons. Não apenas os sons mas o que está por trás deles.
Ouça o barulho do entardecer.Respire fundo e sinta o mundo em movimento à sua volta.
Você pode achar bobagem.
Você pode achar banal.
Porque a nossa vida não nos permite esse luxo.
Antes de eu começar a estudar a noite e trabalhar, eu não havia parado para dar valor a esse momento do dia.
O dia passava tão rápido. Normalmente as 6 eu estava terminando de assistir meu episódio diário de Xena Warrior Princess e depois ia me fechar no quarto e escrever. A noite chegava e o dia acabava... era uma rotina sem preocupações, sem correria, sem stress.
Eu tinha toda a oportunidade SENTIR o entardecer, mas nunca o fazia.
Hoje, eu saio do trabalho as 18:30.Tenho que chegar em casa em 10 minutos, pegar meu material e socar comida goela abaixo em no máximo 10 minutos e ir pra faculdade, trajeto qe demora mais 10 minutos. Essas malditas parcelas de 10 minutos contados...tudo cronometrado com precisão científica.O entardecer?Ele está lá fora.Mas eu não posso apreciá-lo, porque a minha rotina alucinante não permite que eu o SINTA. Quando chego na faculdade a noite já chegou. E o meu amado crepúsculo, o meu amado por do sol, os meus amados sons das 6 da tarde já passaram.
Hoje, dou valor a cada dia que não tenho aula na faculdade.
Dou o valor de sentar-me em meu quarto, perto da janela, fechar os olhos e escutar.Sentir o sol se apagando. Dar as boas vindas à noite.
Escutar o ritmo alucinado dos carros, das pessoas saindo do trabalho. Escutar a criança chorando na vizinhança.Escutar a tv do vizinho ligada alta.Escutar o cachorro latindo na rua de trás. Escutar os pássaros fazendo uma gritaria disputando uma árvore para dormir. Escutar o som da bola batendo, das crianças brincando.
E então eu me pergunto, por que deixamos passar algo tão precioso?Maldita rotina da vida moderna.
-Estou sentindo como é as 6 da tarde.Eu sempre estava no batalhão essa hora.
A cena se dava na Los Angeles barulhenta, o sol se pondo, tingindo de alaranjado o ambiente externo em que elas estavam.
Banal, sem dúvidas. Mas essa cena de alguma forma me fez refletir, sobre quanto tempo fazia que EU não sentia o entardecer.E perceber isso, me trouxe uma certa tristeza...uma certa nostalgia...uma certa melancolia, por estar perdendo algo tão precioso.
O entardecer, o crepúsculo, é uma coisa linda. E você não precisa estar lá fora, sentado numa montanha - ou no banco de uma praça, se você for uma pessoa normal - vendo o sol se por para achar isso lindo.
Faça um teste.Um dia, entre 6 e 7 da tarde sente-se em silêncio.Feche os olhos, e escute os sons. Não apenas os sons mas o que está por trás deles.
Ouça o barulho do entardecer.Respire fundo e sinta o mundo em movimento à sua volta.
Você pode achar bobagem.
Você pode achar banal.
Porque a nossa vida não nos permite esse luxo.
Antes de eu começar a estudar a noite e trabalhar, eu não havia parado para dar valor a esse momento do dia.
O dia passava tão rápido. Normalmente as 6 eu estava terminando de assistir meu episódio diário de Xena Warrior Princess e depois ia me fechar no quarto e escrever. A noite chegava e o dia acabava... era uma rotina sem preocupações, sem correria, sem stress.
Eu tinha toda a oportunidade SENTIR o entardecer, mas nunca o fazia.
Hoje, eu saio do trabalho as 18:30.Tenho que chegar em casa em 10 minutos, pegar meu material e socar comida goela abaixo em no máximo 10 minutos e ir pra faculdade, trajeto qe demora mais 10 minutos. Essas malditas parcelas de 10 minutos contados...tudo cronometrado com precisão científica.O entardecer?Ele está lá fora.Mas eu não posso apreciá-lo, porque a minha rotina alucinante não permite que eu o SINTA. Quando chego na faculdade a noite já chegou. E o meu amado crepúsculo, o meu amado por do sol, os meus amados sons das 6 da tarde já passaram.
Hoje, dou valor a cada dia que não tenho aula na faculdade.
Dou o valor de sentar-me em meu quarto, perto da janela, fechar os olhos e escutar.Sentir o sol se apagando. Dar as boas vindas à noite.
Escutar o ritmo alucinado dos carros, das pessoas saindo do trabalho. Escutar a criança chorando na vizinhança.Escutar a tv do vizinho ligada alta.Escutar o cachorro latindo na rua de trás. Escutar os pássaros fazendo uma gritaria disputando uma árvore para dormir. Escutar o som da bola batendo, das crianças brincando.
E então eu me pergunto, por que deixamos passar algo tão precioso?Maldita rotina da vida moderna.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O pior de tudo é...
você estar rouca, fanhosa e morrendo de gripe e alguém chegar "Nossa, sua voz tá tão sexy hoje".
É né. Doente porém sexy.
É né. Doente porém sexy.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Chronicles of Relationships: The Remote Control, the PMS and the Sofa
-WTF man, what are you doing!?!
-I guess...I'm watching WWE?Isn't kinda obvious?
-Oh, really? I think I've already realized that ok? But in case you didn't notice it's 8 PM and I want to watch MY SOAP OPERA, so get your hands out of the remote control!
-You kidding man?I won't lose that fight! Soap opera is sooooo gay!
-Well, guess what we are...
-I mean, not just gay, it's GAAAAY.
-I don't care, I give you 10 seconds to give me this damn remote control or you're sleeping in the sofa tonight!
-WTF dude, you got PMS or something??
-I'll show you the PSM!the Control NOW!or the sofa will be waiting for you.
-Arrrgh.Why don't you grow up. Ok, let's fight in the same level now! If you send me to the sofa tonight you won't have clean clothes for the rest of your life!
-I KNOW how to wash my OWN clothes ok!
-Oh yeah, of course!You just ruined your last smart t-shirt!
-I can't live without smart clothes, right!And if you don't hand me out this damn remote I'll throw all your britney stuff out!
-NOOOOOOOOOOOOOO!Not the Britney things!Don't you dare! Dammit this gay soap opera!
- The only gay thing in here are these guys wrestling and touching each other and... and...moaning.
-They're not moaning!They're groaning!
-Whatever...look the way they hold each other, they grab each other arms and...it's so....incredibly, absolutely manly and...and...*drooling* sexy.
-Yeah...you're right. you know what? Damn the Tv.
-Totally!
-Wanna fight?Grrr
-Come and get me.
----------------
-How many times I told you not to leave your clothes all around the bedroom!? You think your wet towel picks itself up and go by its own to the laundry!?
Now listen to me!I didn't marry you to be a slave!If you don't colaborate, you'll be waiting for your clean clothes, your ready supper and your ironed white shirts forever!
-Honey...? You got PMS baby?
-AAAAARGH, I'll show you PMS!
-And don't you dare putting your dirty hands in the remote control!I worked all the day and now I have the godforsaken right to at least, watch Ellen show in peace.
-But...but..
-No but me!
-But I have a MATCH to watch!Not just a match, it's the FINAL CUP!
-Whatever, I don't care.
-What!?Your...
-WHAT? Watch your mouth or you're sleeping in the sofa for six months from now!That'll teach you not to be so sexist!
-Gosh...Why don't you buy your own tv!
-STEVE!!!!
-OK, OK! Don't yell, the neighbours are listening!Listen to me baby...you can watch Ellen show everyday.It's just ONE match I need to watch, a special one!Give me the control and I promise I'm making the dinne for one whole month!
-The dinner hun?Just the dinner?
-And the towels, I'll pick them up
-This is your obligation! *outraged*
-right, right, the dinner, the towels, and the rubbish!What do you say?
-Ok, I'll give you the...
*Light blacks out*
-MY MATCH!
-MY DINNER!
-------------------------------
-Hon...
-...hummf..
-HONEY...!
-WHAT?! *rubbing the eyes* It's 4 am Jane, don't you tell me you want to discuss our relationship AGAIN!
-Well, I'm ofended, Am I supposed to wake you up at this time to do such a silly thing?Is that what you think of me?
-No...no...I don't think anything...not at this time at least. What's the matter honey?
-You know when something really disturbing comes to your mind and you can't help thinking about it?I'm scared.
- The nightmares again. Come on, let me hold you and you sleep again...
-No, no...not the nightmares...
-Period pains again?
-Luce!!!! This is a serious issue ok!?
-Right, right...I'm awake and listening, just tell me.
-Promise you won't have a fit if I tell you.
-Spit it out!
-Hey! Don't be so...
-So...What!? I'm sleepy, I have to get up at 6am to go to work, I need to sleep! Tell me what's your problem and we'll solve this!
-Right! * jump out of the bad and runs to the closet*
-...
-*takes a mall bag out of the closet and shakes it upside down.* Does this skirt match with my new boots?*
-WHAT?!
-Come on, please, please, please, tell me, it's bugging me since last afternoon!
- Enough! I'm going to the sofa so I can get some rest without being awoke by your super fashion outbreaks!
-What's your problem Luce!It's just a damn question...the boots...the skirt....wait...what?You got PMS baby?
-I guess...I'm watching WWE?Isn't kinda obvious?
-Oh, really? I think I've already realized that ok? But in case you didn't notice it's 8 PM and I want to watch MY SOAP OPERA, so get your hands out of the remote control!
-You kidding man?I won't lose that fight! Soap opera is sooooo gay!
-Well, guess what we are...
-I mean, not just gay, it's GAAAAY.
-I don't care, I give you 10 seconds to give me this damn remote control or you're sleeping in the sofa tonight!
-WTF dude, you got PMS or something??
-I'll show you the PSM!the Control NOW!or the sofa will be waiting for you.
-Arrrgh.Why don't you grow up. Ok, let's fight in the same level now! If you send me to the sofa tonight you won't have clean clothes for the rest of your life!
-I KNOW how to wash my OWN clothes ok!
-Oh yeah, of course!You just ruined your last smart t-shirt!
-I can't live without smart clothes, right!And if you don't hand me out this damn remote I'll throw all your britney stuff out!
-NOOOOOOOOOOOOOO!Not the Britney things!Don't you dare! Dammit this gay soap opera!
- The only gay thing in here are these guys wrestling and touching each other and... and...moaning.
-They're not moaning!They're groaning!
-Whatever...look the way they hold each other, they grab each other arms and...it's so....incredibly, absolutely manly and...and...*drooling* sexy.
-Yeah...you're right. you know what? Damn the Tv.
-Totally!
-Wanna fight?Grrr
-Come and get me.
----------------
-How many times I told you not to leave your clothes all around the bedroom!? You think your wet towel picks itself up and go by its own to the laundry!?
Now listen to me!I didn't marry you to be a slave!If you don't colaborate, you'll be waiting for your clean clothes, your ready supper and your ironed white shirts forever!
-Honey...? You got PMS baby?
-AAAAARGH, I'll show you PMS!
-And don't you dare putting your dirty hands in the remote control!I worked all the day and now I have the godforsaken right to at least, watch Ellen show in peace.
-But...but..
-No but me!
-But I have a MATCH to watch!Not just a match, it's the FINAL CUP!
-Whatever, I don't care.
-What!?Your...
-WHAT? Watch your mouth or you're sleeping in the sofa for six months from now!That'll teach you not to be so sexist!
-Gosh...Why don't you buy your own tv!
-STEVE!!!!
-OK, OK! Don't yell, the neighbours are listening!Listen to me baby...you can watch Ellen show everyday.It's just ONE match I need to watch, a special one!Give me the control and I promise I'm making the dinne for one whole month!
-The dinner hun?Just the dinner?
-And the towels, I'll pick them up
-This is your obligation! *outraged*
-right, right, the dinner, the towels, and the rubbish!What do you say?
-Ok, I'll give you the...
*Light blacks out*
-MY MATCH!
-MY DINNER!
-------------------------------
-Hon...
-...hummf..
-HONEY...!
-WHAT?! *rubbing the eyes* It's 4 am Jane, don't you tell me you want to discuss our relationship AGAIN!
-Well, I'm ofended, Am I supposed to wake you up at this time to do such a silly thing?Is that what you think of me?
-No...no...I don't think anything...not at this time at least. What's the matter honey?
-You know when something really disturbing comes to your mind and you can't help thinking about it?I'm scared.
- The nightmares again. Come on, let me hold you and you sleep again...
-No, no...not the nightmares...
-Period pains again?
-Luce!!!! This is a serious issue ok!?
-Right, right...I'm awake and listening, just tell me.
-Promise you won't have a fit if I tell you.
-Spit it out!
-Hey! Don't be so...
-So...What!? I'm sleepy, I have to get up at 6am to go to work, I need to sleep! Tell me what's your problem and we'll solve this!
-Right! * jump out of the bad and runs to the closet*
-...
-*takes a mall bag out of the closet and shakes it upside down.* Does this skirt match with my new boots?*
-WHAT?!
-Come on, please, please, please, tell me, it's bugging me since last afternoon!
- Enough! I'm going to the sofa so I can get some rest without being awoke by your super fashion outbreaks!
-What's your problem Luce!It's just a damn question...the boots...the skirt....wait...what?You got PMS baby?
domingo, 8 de fevereiro de 2009
So...he was just a 10-year-old boy. His eyes were so blue it was impossible not to be charmed by that kid. But there was fear in his eyes, the fear of a child who went trough all the things a child should never be trough.
She was a dark-haired woman, she had stunning blue eyes and her presence was kinda intimidating. They were in that truck for about two minutes, neither of them knew exacly what to say.
"So..." she started.Her voice was a bit rusky and very low "You're staying at my place tonight Evan"
"And then..."
"Then...well, they're going to find a better place for you"
"Like a foster care"
"Well, no... I mean..."
"I know"
"I know its hard... but all we want is your safety"
They got out of the car and Evan gripped his fingers in his backpack straps. It was a huge house, probably safe and war inside. But inside of himself, he was cold and alone.
She was a dark-haired woman, she had stunning blue eyes and her presence was kinda intimidating. They were in that truck for about two minutes, neither of them knew exacly what to say.
"So..." she started.Her voice was a bit rusky and very low "You're staying at my place tonight Evan"
"And then..."
"Then...well, they're going to find a better place for you"
"Like a foster care"
"Well, no... I mean..."
"I know"
"I know its hard... but all we want is your safety"
They got out of the car and Evan gripped his fingers in his backpack straps. It was a huge house, probably safe and war inside. But inside of himself, he was cold and alone.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
They were kids...
well, not exactly kids, but something like pre-teens. 12 and 13 to be exact.
He was 13.He was the...guy, who has never cared about being popular and do all the stuff the other ...guys used to do. When the others were just worried about playing sports and talking about...girls, he was just living his life.That year, he happened to win some popularity. He didn't understood how that happened, but it was ok. He was in the 7# grade at school, he had a best friend, and some kids from he 6# grade were always around him, because he didn't ignore them as everybody did.
Among those ... "kids", there was a little blondie girl. She was kind of different from the others. The other girls were always wearing make-up and wearing differente clothes to get the boys attention. That girl just didn't use to worry about that.She liked this guy company, but she was just 12 and she didn't think about love]matters that time.
And that... guy also didn't care about feelings romantic subjects.After all, they were pre-teens with a childish mind.
The years passed by and when our little...guy turned 15, he went to
highschool. The girl wasn't there, cause she was younger than him, but he didn't care, because he had forgotten that girl.
When the guy turned 16, he started dating with another girl from another city. A complicated situation, but they could handle that for some time. Just for time, though.
That time, the girl from the beggining of the story, was arriving at this guy's school.He saw her.She was... differente. She wasn't a little girl anymore. She grew up and now she had not just a beautiful golden hair and wonderful green eyes, but her face was like...an angel. An incredibly misterious angel. The boys didn't notice her immediately, cause she wasn't the kind they decide to "track". She didn't have a "supermodel" body, she used to wear very sporty clothes, almost male clothes to be exact. But our guy...he was mesmerized by that beauty.
It wasn't physycal.It was...different. Besides, he was in a relationship, and different from the other guys, he was absolutely loyal to his feelings.
Well, the destiny can be cruel, and our boy and his girlfriend broke up after a whole year together.
he was free now, but someting kept him away from that angelic girl.
He didn't understood that.Somethings they were in the supper queue, and she smiled to him, and waved briefly.He waved back to her, but nothing more than that.
He finished highschool, and the year after, everytime he passed by that school walls, he had some hope to see that girl.But he never saw her.
Some months later, he was going to work when he saw her cycling down the street, she said hi and he almost forgot to breath.
But that couldn't be. And then our guy decided he felt nothing for her. He didn't see her for months and it helped him to believe he was right.
One year later, he was shopping for clothes, when he saw her pulling a heavy box to the lift, she was wearing that dark red uniform and he sighed and follow her with his eyes.She entered the lift and disappeared, but she came back some minutes later and she saw him.
For some reason, she smiled. She didn't have to smile.Both of them didn't talk for more than 2 years, they probably would have forgotten each other, mostly because he didn't mean nothing to her, and she didn't mean nothing to him, or this was what they were supposed to believe.
But she just smiled...a special smile. A smile that enlightned that cloudy and stupid saturday. And then she left.
It was nothing, he thought. He didn't feel nothing, he managed to put into his mind. And it worked for a while.
Half an year later, he was on his way to work...when he saw her again. For some reason the destiny just had the very bad habbit of doing both of them come across each other regularly.What a disgrace. But the last time he saw her, the literally lost his air.
She was not just beautiful and angelic, but stunning. Not the kind of stunning the other boys would think, but our guy was different. He liked her tom boy style. Her sport clothes, her jacket zipped up to the neck, and now, her short messed hair.
What a cowardice, he always had a weak spot for short haired girls.
The destiny knew how to be cruel, it DID know.But...in the destiny's hand was that guy.
well, not exactly kids, but something like pre-teens. 12 and 13 to be exact.
He was 13.He was the...guy, who has never cared about being popular and do all the stuff the other ...guys used to do. When the others were just worried about playing sports and talking about...girls, he was just living his life.That year, he happened to win some popularity. He didn't understood how that happened, but it was ok. He was in the 7# grade at school, he had a best friend, and some kids from he 6# grade were always around him, because he didn't ignore them as everybody did.
Among those ... "kids", there was a little blondie girl. She was kind of different from the others. The other girls were always wearing make-up and wearing differente clothes to get the boys attention. That girl just didn't use to worry about that.She liked this guy company, but she was just 12 and she didn't think about love]matters that time.
And that... guy also didn't care about feelings romantic subjects.After all, they were pre-teens with a childish mind.
The years passed by and when our little...guy turned 15, he went to
highschool. The girl wasn't there, cause she was younger than him, but he didn't care, because he had forgotten that girl.
When the guy turned 16, he started dating with another girl from another city. A complicated situation, but they could handle that for some time. Just for time, though.
That time, the girl from the beggining of the story, was arriving at this guy's school.He saw her.She was... differente. She wasn't a little girl anymore. She grew up and now she had not just a beautiful golden hair and wonderful green eyes, but her face was like...an angel. An incredibly misterious angel. The boys didn't notice her immediately, cause she wasn't the kind they decide to "track". She didn't have a "supermodel" body, she used to wear very sporty clothes, almost male clothes to be exact. But our guy...he was mesmerized by that beauty.
It wasn't physycal.It was...different. Besides, he was in a relationship, and different from the other guys, he was absolutely loyal to his feelings.
Well, the destiny can be cruel, and our boy and his girlfriend broke up after a whole year together.
he was free now, but someting kept him away from that angelic girl.
He didn't understood that.Somethings they were in the supper queue, and she smiled to him, and waved briefly.He waved back to her, but nothing more than that.
He finished highschool, and the year after, everytime he passed by that school walls, he had some hope to see that girl.But he never saw her.
Some months later, he was going to work when he saw her cycling down the street, she said hi and he almost forgot to breath.
But that couldn't be. And then our guy decided he felt nothing for her. He didn't see her for months and it helped him to believe he was right.
One year later, he was shopping for clothes, when he saw her pulling a heavy box to the lift, she was wearing that dark red uniform and he sighed and follow her with his eyes.She entered the lift and disappeared, but she came back some minutes later and she saw him.
For some reason, she smiled. She didn't have to smile.Both of them didn't talk for more than 2 years, they probably would have forgotten each other, mostly because he didn't mean nothing to her, and she didn't mean nothing to him, or this was what they were supposed to believe.
But she just smiled...a special smile. A smile that enlightned that cloudy and stupid saturday. And then she left.
It was nothing, he thought. He didn't feel nothing, he managed to put into his mind. And it worked for a while.
Half an year later, he was on his way to work...when he saw her again. For some reason the destiny just had the very bad habbit of doing both of them come across each other regularly.What a disgrace. But the last time he saw her, the literally lost his air.
She was not just beautiful and angelic, but stunning. Not the kind of stunning the other boys would think, but our guy was different. He liked her tom boy style. Her sport clothes, her jacket zipped up to the neck, and now, her short messed hair.
What a cowardice, he always had a weak spot for short haired girls.
The destiny knew how to be cruel, it DID know.But...in the destiny's hand was that guy.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
There are lots of things I admire about you, and you, don't even notice.
The way you gesture when you speak...
The way you blush when you make some silly mistake...
The way you get all shy when they start a subjet which has to do with emotions or relationships...
The way you rub your eyes under your glasses and the way you seem to be sleepy sometimes...
Your smile...oh God have mercy, that smile...
Your constant happiness and your endless optimism
The way you start to mumble when you're trying to re-organize your thoughts before you talk.
The way you start laughing just because...
The way you leave...
The way you gesture when you speak...
The way you blush when you make some silly mistake...
The way you get all shy when they start a subjet which has to do with emotions or relationships...
The way you rub your eyes under your glasses and the way you seem to be sleepy sometimes...
Your smile...oh God have mercy, that smile...
Your constant happiness and your endless optimism
The way you start to mumble when you're trying to re-organize your thoughts before you talk.
The way you start laughing just because...
The way you leave...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
And suddenly I realize all the people I considered as important in my life are going away.
Some of them are going to chase their dreams
Some of them are escaping from reality
Some of them are not happy with their lives
Some of them want me to give what I can't
Some of them seem just have forgotten all the things we went trough.
Everybody says we'll miss our early years, our youth.I just didn't know it would happen so soon.
I miss my sixteens and seventeens so badly.I lived hell and heaven at this time.
They were the only years I felt really, truly alive.
Today I look at myself and think I'm losing everything.
Some of them are going to chase their dreams
Some of them are escaping from reality
Some of them are not happy with their lives
Some of them want me to give what I can't
Some of them seem just have forgotten all the things we went trough.
Everybody says we'll miss our early years, our youth.I just didn't know it would happen so soon.
I miss my sixteens and seventeens so badly.I lived hell and heaven at this time.
They were the only years I felt really, truly alive.
Today I look at myself and think I'm losing everything.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Birthdays are a ...****
I just wished I could have a line from you...but anyway...all promises are broken now.
"Eternal" didn't mean eternal.
"Forever" never existed.
it used to make some sense.but not anymore.
Will I break all the rules now?
"Eternal" didn't mean eternal.
"Forever" never existed.
it used to make some sense.but not anymore.
Will I break all the rules now?
sábado, 27 de dezembro de 2008
Você percebe que os tempos mudaram ² quando....
...você desiste de dormir a tarde no seu dia de folga porque sua mãe te acorda com tiros.
De Tomb Raider.
Vindos da TV com o volume SUPER alto.
De Tomb Raider.
Vindos da TV com o volume SUPER alto.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Memórias...neutras ou...
Um opressor só vai te oprimir se você permitir.
Vai parecer uma história bobinha. Tão boba que nem sei se chegarei ao final desse post.
E daí tinha aquela menina, do tempo em que eu cursava o segundo ano do Ensino Médio.Ela havia chegado alguns meses depois do início do ano letivo.Vinha "das colônias".
Uma das coisas que mais chamava a atenção nela, além de sua sempre presente CARRANCA era seu tamanho, uma vez que enquanto a média de altura das meninas da sala parava pelo 1,75 no máximo, essa menina, que chamarei aqui de M., devia ter bem seus 1,85, fora o porte avantajado.
Uma atitude que condeno é bulying, e pode-se dizer que de alguma forma M., no começo de sua socialização na escola, sofreu um pouco disso principalmente por parte dos meninos. Talvez por seu tamanho avantajado, talvez pela sua cara sempre fechada, talvez pelos seus trejeitos interioranos. A questão é que aos 16 e 17 anos, supostamente adolescentes deviam ter maturidade, mas não têm.
Agora, uma coisa é aquela pessoa tímida, acuada, com dificuldades de socialização ser vítima de bulying.Chega a ser uma covardia. Outra coisa é uma pessoa pedir por isso através do seu comportamento. A questão não se tratava mais dos trejeitos desengonçados de M., mas a falta de senso de rídiculo que aquele bebê gigante de 17 tinha. Uma necessidade desesperada de ser "pop". Se sobressair na sala. Ser o gás da Coca. Impor a presença. E desafiar professores. O pobre do Mr. Goose ( espero que ninguém entenda esse trocadilho feito pra preservar a identidade do homem) que o diga após quase ter sentido as mãos esmagadoras de M., em seu fino pescoço, ato decorrente de uma prova zerada.
O fato é M. percebeu logo que a maioria do povo ali tinha medo dela. Porque ela era grande, mau encarada e não tinha medo de advertências ou suspensões. Os meninos e meninas a provocavam eventualmente, mas só se estivessem bem longe e pudessem correr.Ela nunca havia batido em ninguém até o momento, mas ninguém parecia querer conferir se ela faria isso mesmo.
Eu, pessoalmente, nunca tive medo dela, mesmo ela tendo o dobro do meu tamanho. Nossa convicência sempre foi neutra, mal nos falávamos.O mesmo não se podia dizer da convivência dela e da loirinha, minha melhor amiga. B., é pessoa com uma tendência a mexer com os outros, diferente de quando era criança.Há três anos, assim como hoje, ela não pode ver uma pessoa nova sem parar pra entender essa pessoa e poder se divertir um pouco descobrindo algum ponto pra zoar. Com M. não foi diferente e logo o humor nada favorável dessa menina fez com que minha amiga B. resolvesse puxar conversa com ela e desmontar um pouco daquele mito.
Para M., conversa não era bem vinda. Isso bastou pra que isso instalasse um clima de rixas diárias entre ambas, o que B. levava na mais completa zoação e M., na mais completa seriedade. Não foram uma nem duas vezes em que ambas passaram pela escola toda numa perseguição maluca como duas crianças do ensino primário.
Isso se prolongou por mais de um ano e meio, no qual B. achou uma parceira para sua batalha épica contra M., uma outra amiga minha, a A.
E um dia B., que tinha como costume fazer caricaturas de pessoas da sala, teve a bela idéia de fazer uma caricatura de nossa colega mal encarada, o que não foi nada bem recebido pela mesma.
Sucedeu que desde as 8 da manhã até 11:30 elas ainda estavam se encrencando, M. afirmando categoricamente que dessa vez arrebentaria B. na saída.
Na hora da saída foi um caso crítico. Comos seguíamos por umas duas quadras juntas na hora de ir embora, eu sempre acompanhava B. Naquele dia ela foi se esgueirando pelos caminhos menos movimentados da escola, até sair na rua. E dar de cara com M. no portão. Ambas arregalaram os olhos, B. queria correr mas não podia, devido a aglomeração de pessoas. Então optou por andar "calmamente", embora qualquer um pudesse dizer que ela estava muito tensa.
Logo M. apareceu com sua conhecida carranca e punhos cerrados.
- Fugindo?
- Indo embora.
E eu ali do lado, com a maior cara de -.-''
Aquilo vinha se tornando entendiante, e estava ficando realmente dificil de aguentar tamanha frescura.
Resmunguei algo como "Que coisa ridícula", o que foi o suficiente pra voltar a fúria de M. para mim.
- E você quer apanhar também?
Ela perguntou levantando o punho em sinal de ameaça.
Meus outros colegas teriam prontamente dito que não, se esquivado, ou fugido.Por que eles tinham medo dela.Eles deixaram ela se tornar o que ela havia se tornado. O medo deles eram muito maior que a coragem dela.
-Por que você não deixa de ser um bebezão ridículo e cresce?Você alimenta a ilusão que todos têm medo de você, faz tudo pra chamar a atenção, acha que manda nessa porcaria de escola. Amadureça menina. - Eu disse e olhei pra ela por alguns segundos.
Havia algumas pessoas da minha sala em volta que deram alguns gritos não inteligíveis e assobios ridicularizando-a.
Ela me encarou, claramente não sabendo o que dizer. Eu sabia que M. nunca bateira em ninguém. Boa parte daquele pessoal também sabia, mas haviam esquecido desse detalhe porque a racionalidade havia sumido claramente.
Eu segui meu caminho acompanhada de B. sem parar pra saber de M. diria algo ou ficaria parada perto daquele muro por mais tempo.
Não sei o que se sucedeu depois, porque fui embora.
Mas no dia seguinte M. não parecia mais tão mal encarada.O tempo passou.O ano acabou.Nunca mais a vi.
Vai parecer uma história bobinha. Tão boba que nem sei se chegarei ao final desse post.
E daí tinha aquela menina, do tempo em que eu cursava o segundo ano do Ensino Médio.Ela havia chegado alguns meses depois do início do ano letivo.Vinha "das colônias".
Uma das coisas que mais chamava a atenção nela, além de sua sempre presente CARRANCA era seu tamanho, uma vez que enquanto a média de altura das meninas da sala parava pelo 1,75 no máximo, essa menina, que chamarei aqui de M., devia ter bem seus 1,85, fora o porte avantajado.
Uma atitude que condeno é bulying, e pode-se dizer que de alguma forma M., no começo de sua socialização na escola, sofreu um pouco disso principalmente por parte dos meninos. Talvez por seu tamanho avantajado, talvez pela sua cara sempre fechada, talvez pelos seus trejeitos interioranos. A questão é que aos 16 e 17 anos, supostamente adolescentes deviam ter maturidade, mas não têm.
Agora, uma coisa é aquela pessoa tímida, acuada, com dificuldades de socialização ser vítima de bulying.Chega a ser uma covardia. Outra coisa é uma pessoa pedir por isso através do seu comportamento. A questão não se tratava mais dos trejeitos desengonçados de M., mas a falta de senso de rídiculo que aquele bebê gigante de 17 tinha. Uma necessidade desesperada de ser "pop". Se sobressair na sala. Ser o gás da Coca. Impor a presença. E desafiar professores. O pobre do Mr. Goose ( espero que ninguém entenda esse trocadilho feito pra preservar a identidade do homem) que o diga após quase ter sentido as mãos esmagadoras de M., em seu fino pescoço, ato decorrente de uma prova zerada.
O fato é M. percebeu logo que a maioria do povo ali tinha medo dela. Porque ela era grande, mau encarada e não tinha medo de advertências ou suspensões. Os meninos e meninas a provocavam eventualmente, mas só se estivessem bem longe e pudessem correr.Ela nunca havia batido em ninguém até o momento, mas ninguém parecia querer conferir se ela faria isso mesmo.
Eu, pessoalmente, nunca tive medo dela, mesmo ela tendo o dobro do meu tamanho. Nossa convicência sempre foi neutra, mal nos falávamos.O mesmo não se podia dizer da convivência dela e da loirinha, minha melhor amiga. B., é pessoa com uma tendência a mexer com os outros, diferente de quando era criança.Há três anos, assim como hoje, ela não pode ver uma pessoa nova sem parar pra entender essa pessoa e poder se divertir um pouco descobrindo algum ponto pra zoar. Com M. não foi diferente e logo o humor nada favorável dessa menina fez com que minha amiga B. resolvesse puxar conversa com ela e desmontar um pouco daquele mito.
Para M., conversa não era bem vinda. Isso bastou pra que isso instalasse um clima de rixas diárias entre ambas, o que B. levava na mais completa zoação e M., na mais completa seriedade. Não foram uma nem duas vezes em que ambas passaram pela escola toda numa perseguição maluca como duas crianças do ensino primário.
Isso se prolongou por mais de um ano e meio, no qual B. achou uma parceira para sua batalha épica contra M., uma outra amiga minha, a A.
E um dia B., que tinha como costume fazer caricaturas de pessoas da sala, teve a bela idéia de fazer uma caricatura de nossa colega mal encarada, o que não foi nada bem recebido pela mesma.
Sucedeu que desde as 8 da manhã até 11:30 elas ainda estavam se encrencando, M. afirmando categoricamente que dessa vez arrebentaria B. na saída.
Na hora da saída foi um caso crítico. Comos seguíamos por umas duas quadras juntas na hora de ir embora, eu sempre acompanhava B. Naquele dia ela foi se esgueirando pelos caminhos menos movimentados da escola, até sair na rua. E dar de cara com M. no portão. Ambas arregalaram os olhos, B. queria correr mas não podia, devido a aglomeração de pessoas. Então optou por andar "calmamente", embora qualquer um pudesse dizer que ela estava muito tensa.
Logo M. apareceu com sua conhecida carranca e punhos cerrados.
- Fugindo?
- Indo embora.
E eu ali do lado, com a maior cara de -.-''
Aquilo vinha se tornando entendiante, e estava ficando realmente dificil de aguentar tamanha frescura.
Resmunguei algo como "Que coisa ridícula", o que foi o suficiente pra voltar a fúria de M. para mim.
- E você quer apanhar também?
Ela perguntou levantando o punho em sinal de ameaça.
Meus outros colegas teriam prontamente dito que não, se esquivado, ou fugido.Por que eles tinham medo dela.Eles deixaram ela se tornar o que ela havia se tornado. O medo deles eram muito maior que a coragem dela.
-Por que você não deixa de ser um bebezão ridículo e cresce?Você alimenta a ilusão que todos têm medo de você, faz tudo pra chamar a atenção, acha que manda nessa porcaria de escola. Amadureça menina. - Eu disse e olhei pra ela por alguns segundos.
Havia algumas pessoas da minha sala em volta que deram alguns gritos não inteligíveis e assobios ridicularizando-a.
Ela me encarou, claramente não sabendo o que dizer. Eu sabia que M. nunca bateira em ninguém. Boa parte daquele pessoal também sabia, mas haviam esquecido desse detalhe porque a racionalidade havia sumido claramente.
Eu segui meu caminho acompanhada de B. sem parar pra saber de M. diria algo ou ficaria parada perto daquele muro por mais tempo.
Não sei o que se sucedeu depois, porque fui embora.
Mas no dia seguinte M. não parecia mais tão mal encarada.O tempo passou.O ano acabou.Nunca mais a vi.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Memórias...não felizes
E daí tinha aquela menina, quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio.A chamarei aqui de J.Não éramos o que pudesse chamar de amigas.Conversávamos nas matanças de aula de educação física.Tirávamos sarro juntas de uma certa figura da sala. Éramos apenas colegas de classe.
Na verdade ela era bastante amiga de uma amiga minha.Do tipo que vai na casa uma da outra todo dia.E provavelmente foi dali que lembro de tê-la conhecido.
Vivia machucada.A mãe era doente, mas era a única que mantinha alguma ordem familiar.Um dos irmãos era um trabalhador honesto, outro estava a caminho da decadência e o terceiro já havia caído no envolvimento com traficantes.Mas ela sempre estivera de cara limpa. A J. que eu conhecia, apesar da doença da mãe, apesar de passar a maior parte do ano com uma perna engessada, normalmente tinha um sorriso.Um sorriso estranho, meio triste, mas um sorriso, porque ali, no colégio, ela era apenas uma menina normal que tinha seu grupo de amigas.
No ano seguinte ainda estudávamos juntas. Mais ou menos no meio daquele ano, a mãe de J. havia falecido. Lembro-me de ficar espantada com a frieza com que J. falava do assunto, raramente demonstrando alguma emoção. A vida sem dúvida estava deixando algumas marcas profundas nela.
Pouco tempo depois ela começara a namorar com um amigo de um dos irmãos. Provavelmente do irmão mais problemático, porque até onde fiquei sabendo, o rapaz não era dos melhores, mas ainda assim parecia ser a única fonte da rara felicidade de J.
No final do ano ficamos sabendo que ela teve de começar a trabalhar para poder pagar as dívidas que o irmão tinha com traficantes, ou melhor, que OS irmãos tinham, porque aquele que estava a caminho da decadência, já havia chegado nela.
O ano acabou.Eu fui para faculdade, e perdi contato com a maior parte das pessoas com quem estudei no ensino médio - salvo pelas minhas amigas verdadeiras - .Eu nunca mais soube o que havia acontecido com J. mas esperava que as coisas se ajeitassem e ela pudesse achar algum rapaz que a fizesse feliz.
Semana passada, eu já de férias, fiquei uma tarde toda em casa.A mulher que trabalha aqui como diarista tem um caráter muito digno, exceto pelo fato de ser um jornal falado. Por ela é possível saber de todos os babados da cidade, mesmo não se colocando o pé na rua. Mas além dos babados, há também as notícias tristes. Nesse diz ela veio contando que a filha da velha D. estava "enjaulada" por porte de drogas e prostituição. Levou alguns minutos, para que eu, chocada, ligasse os fatos e percebesse que a filha da velha D. era na verdade minha ex-colega J.
Presa. Por porte de drogas.E Prostituição.
Oh Deus, para onde foram os sonhos que os adolescentes da minha geração alimentaram um dia?
É triste ver o quão perigoso pode se tornar o livre-arbítrio e o quão cruel pode ser o Destino.
Na verdade ela era bastante amiga de uma amiga minha.Do tipo que vai na casa uma da outra todo dia.E provavelmente foi dali que lembro de tê-la conhecido.
Vivia machucada.A mãe era doente, mas era a única que mantinha alguma ordem familiar.Um dos irmãos era um trabalhador honesto, outro estava a caminho da decadência e o terceiro já havia caído no envolvimento com traficantes.Mas ela sempre estivera de cara limpa. A J. que eu conhecia, apesar da doença da mãe, apesar de passar a maior parte do ano com uma perna engessada, normalmente tinha um sorriso.Um sorriso estranho, meio triste, mas um sorriso, porque ali, no colégio, ela era apenas uma menina normal que tinha seu grupo de amigas.
No ano seguinte ainda estudávamos juntas. Mais ou menos no meio daquele ano, a mãe de J. havia falecido. Lembro-me de ficar espantada com a frieza com que J. falava do assunto, raramente demonstrando alguma emoção. A vida sem dúvida estava deixando algumas marcas profundas nela.
Pouco tempo depois ela começara a namorar com um amigo de um dos irmãos. Provavelmente do irmão mais problemático, porque até onde fiquei sabendo, o rapaz não era dos melhores, mas ainda assim parecia ser a única fonte da rara felicidade de J.
No final do ano ficamos sabendo que ela teve de começar a trabalhar para poder pagar as dívidas que o irmão tinha com traficantes, ou melhor, que OS irmãos tinham, porque aquele que estava a caminho da decadência, já havia chegado nela.
O ano acabou.Eu fui para faculdade, e perdi contato com a maior parte das pessoas com quem estudei no ensino médio - salvo pelas minhas amigas verdadeiras - .Eu nunca mais soube o que havia acontecido com J. mas esperava que as coisas se ajeitassem e ela pudesse achar algum rapaz que a fizesse feliz.
Semana passada, eu já de férias, fiquei uma tarde toda em casa.A mulher que trabalha aqui como diarista tem um caráter muito digno, exceto pelo fato de ser um jornal falado. Por ela é possível saber de todos os babados da cidade, mesmo não se colocando o pé na rua. Mas além dos babados, há também as notícias tristes. Nesse diz ela veio contando que a filha da velha D. estava "enjaulada" por porte de drogas e prostituição. Levou alguns minutos, para que eu, chocada, ligasse os fatos e percebesse que a filha da velha D. era na verdade minha ex-colega J.
Presa. Por porte de drogas.E Prostituição.
Oh Deus, para onde foram os sonhos que os adolescentes da minha geração alimentaram um dia?
É triste ver o quão perigoso pode se tornar o livre-arbítrio e o quão cruel pode ser o Destino.
domingo, 21 de dezembro de 2008
As figuras mitológicas de um povo...
Morar numa cidade pequena é interessante.Tirando o fato de todo mundo saber - e se importar - com a vida de todo mundo, o meio social no qual se está inserido tem algumas particularidades quase mitológicas.Algumas, atravessam décadas se fazendo presentes nas vidas de muitas gerações.
Desde os meus primeiros anos de vida, ouço falar e vejo uma figura bastante conhecida pelo povo da minha cidade.Um senhor de apelido Edite, tendo como verdadeiro nome, Edil Johnson.
Quando eu era criança, minha mãe me assustava dizendo que ele trabalhava para o velho do saco e pegava crianças que saiam na rua. Os anos passaram e a mentira contada havia perdido o efeito. Entendi que Edite era apenas um homem que há muito havia saído do mundo real. Munido de uma boina ou eventualmente um boné do avesso, uma mochila que ás vezes contém uma frigideira pendurada, atravessa a cidade interminávelmente em busca de...O que é que ele busca mesmo? Difícil alguém definir. Talvez busque os seus sonhos perdidos, enquanto pára de loja em loja e conversa com as pessoas na esperança de ganhar "algum".
Embora peça dinheiro sempre que pode, Edite não é um mendigo. Recebe sua aposentadoria, alguns dizem que permitem que ele durma na cadeia, e embora suas roupas sejam normalmente velhas, ele nunca está vestindo farrapos. Talvez parar as pessoas nas ruas seja apenas um hobby, uma maneira de ele ganhar alguma atenção. Se não ganha dinheiro, continua de bom humor. Eu, como cidadã - ainda - não motorizada, diversas vezes já passei por tal situação.
-Opa, tem algum troco aí pra ajudar com a comida?
-Ih, hoje a coisa tá feia.
-Tá feia por toda parte 'mermo'.Manda um abraço pra família.
Ás vezes ele nem dinheiro pede. Contenta-se apenas em mandar um abraço pra família, mesmo não fazendo idéia de quem a família seja.
Hoje ele deve estar com quase 80 anos, e ainda atravessa a cidade andando. As versões de como ele acabou desse jeito são diversas. A única verdade garantida até hoje é de que ele foi um homem rico, muito bem apessoado que trabalhava para o Industrial Kurt Gustavo Schlumberger. Meu avô tinha uma foto dele quando jovem, em companhia de duas moças. Sujeito charmoso que fazia sucesso com as mulheres. Hoje...personificação da decadência.
Como decaiu ninguém parece realmente saber. Uns dizem que esteve na guerra e os traumas sofridos lá lhe tiraram a lucidez. Outros, que se embebedou numa festa, e sendo isso um absurdo pzra época, os policiais lhe bateram tanto na cabeça que levaram embora seu juízo. E ainda há a terceira versão de que teria se apaixonado pela sobrinha de Kurt, e não tendo o amor correspondido, abandonou o mundo real partindo para a esfera do sonho e da imaginação, autodenomidando-se "Capitão Vermelho". Apesar de desprovido de sua lucidez, nunca desrespeitou ninguém. O caminho dele é a conversa, povoada de conspirações políticas, eras de mudanças e discos voadores.
Um Dom Quixote prudentopolitano que tem passado décadas perambulando pelas ruas e observando pessoas. Observando. Observando. Observando.
E hoje, quando ouço alguém cheio de piedade por sua suposta loucura, exclamar "Pobre Edite", fico imaginando se ele não está na verdade mais lúcido e em melhor juízo do que todo o resto da cidade.
Desde os meus primeiros anos de vida, ouço falar e vejo uma figura bastante conhecida pelo povo da minha cidade.Um senhor de apelido Edite, tendo como verdadeiro nome, Edil Johnson.
Quando eu era criança, minha mãe me assustava dizendo que ele trabalhava para o velho do saco e pegava crianças que saiam na rua. Os anos passaram e a mentira contada havia perdido o efeito. Entendi que Edite era apenas um homem que há muito havia saído do mundo real. Munido de uma boina ou eventualmente um boné do avesso, uma mochila que ás vezes contém uma frigideira pendurada, atravessa a cidade interminávelmente em busca de...O que é que ele busca mesmo? Difícil alguém definir. Talvez busque os seus sonhos perdidos, enquanto pára de loja em loja e conversa com as pessoas na esperança de ganhar "algum".
Embora peça dinheiro sempre que pode, Edite não é um mendigo. Recebe sua aposentadoria, alguns dizem que permitem que ele durma na cadeia, e embora suas roupas sejam normalmente velhas, ele nunca está vestindo farrapos. Talvez parar as pessoas nas ruas seja apenas um hobby, uma maneira de ele ganhar alguma atenção. Se não ganha dinheiro, continua de bom humor. Eu, como cidadã - ainda - não motorizada, diversas vezes já passei por tal situação.
-Opa, tem algum troco aí pra ajudar com a comida?
-Ih, hoje a coisa tá feia.
-Tá feia por toda parte 'mermo'.Manda um abraço pra família.
Ás vezes ele nem dinheiro pede. Contenta-se apenas em mandar um abraço pra família, mesmo não fazendo idéia de quem a família seja.
Hoje ele deve estar com quase 80 anos, e ainda atravessa a cidade andando. As versões de como ele acabou desse jeito são diversas. A única verdade garantida até hoje é de que ele foi um homem rico, muito bem apessoado que trabalhava para o Industrial Kurt Gustavo Schlumberger. Meu avô tinha uma foto dele quando jovem, em companhia de duas moças. Sujeito charmoso que fazia sucesso com as mulheres. Hoje...personificação da decadência.
Como decaiu ninguém parece realmente saber. Uns dizem que esteve na guerra e os traumas sofridos lá lhe tiraram a lucidez. Outros, que se embebedou numa festa, e sendo isso um absurdo pzra época, os policiais lhe bateram tanto na cabeça que levaram embora seu juízo. E ainda há a terceira versão de que teria se apaixonado pela sobrinha de Kurt, e não tendo o amor correspondido, abandonou o mundo real partindo para a esfera do sonho e da imaginação, autodenomidando-se "Capitão Vermelho". Apesar de desprovido de sua lucidez, nunca desrespeitou ninguém. O caminho dele é a conversa, povoada de conspirações políticas, eras de mudanças e discos voadores.
Um Dom Quixote prudentopolitano que tem passado décadas perambulando pelas ruas e observando pessoas. Observando. Observando. Observando.
E hoje, quando ouço alguém cheio de piedade por sua suposta loucura, exclamar "Pobre Edite", fico imaginando se ele não está na verdade mais lúcido e em melhor juízo do que todo o resto da cidade.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Você percebe que os tempos mudaram...
quando desiste de dormir até as 10 porque sua MÃE tá ouvindo HEAVY METAL na sala.
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